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May 9 — Buzz Lisboeta, Inês Castel-Branco, Lisboa, V Anos XX Pessoas, village underground

Inês Castel-Branco como sócia do Buzz Lisboeta ou as propensões que espreitam em cada esquina

Sócia e amiga. É assim que Inês Castel-Branco se reconhece neste novo papel no Buzz Lisboeta, o incrível restaurante do Village — que, em tempos, foi um autocarro. Passados à parte, este Buzz quer-se moderno e virado para o futuro, e é aí que entra a actriz dos mil ofícios.

Soraia Martins

Inês Castel-Branco siting on the bench of Buzz Lisboeta, a restaurant on a bus at Village Underground Lisboa.

Inês Castel-Branco by Sbrugens

Há qualquer coisa de incomensuravelmente emocional na comida, no sentar à mesa, nas conversas que giram, muitas vezes, em torno do que se vai ingerir a seguir. Comida é família, amigos, conhecidos, aficionados do bom garfo, das coisas simples da vida. Talvez por isso a Inês Castel-Branco, actriz, rosto conhecido de vários palcos, se tenha tão astutamente tornado sócia do Buzz Lisboeta. Mas não será só por causa disso, penso eu.

A amizade mais profunda e incondicional leva-nos, muitas vezes, a tomar as decisões mais certeiras e a seguir os caminhos mais ajustados aos nossos sonhos: “A Mariana e eu somos amigas há muitos anos. Lembro-me de ela me falar no projecto do Village Underground London e de estar muito entusiasmada e de ter também este objectivo de fazer o Village Underground Lisboa. Vi-a lutar por tudo o que está aqui e depois vi isto nascer e crescer. Tentei fazer parte desse crescimento, não só como consumidora e visitante, mas também fiz aqui alguns eventos, e tenho visto a evolução de dia para dia do espaço em si e do que ela consegue fazer com ele”, diz.

Eis aqui, então, que a boa comida se alia à boa companhia — a fórmula da felicidade? — e se estende para lá da vila. A visibilidade mediática da Inês traz ao Buzz uma vida distinta daquela que conhecia até então, pois, afinal de contas, este Buzz já teve muitos nomes, manias e feitios nestes cinco anos que aparentemente passaram à velocidade da luz, parece-me. Ainda há pouco estava a dar de caras com o primeiro restaurante dentro de um autocarro em cima de um contentor, que, por sua vez, passou a dar muito jeito nas festas e nos fins de tarde amenos graças ao bar que ali também instalaram, e agora já estamos aqui, de copo na mão, a brindar ao Village.

No interior, a viagem continua sempre a parecer-me mágica, fascinante, com os bancos corridos e as janelas à antiga e os candeeiros olho-de-boi no tecto arqueado e a madeira e todos os detalhes que acabam por fazer parte de nós de cada vez que subimos a escada estreita. É também aqui que converso com a Inês e percebo que a ideia desta sociedade “surgiu numa conversa com a Mariana, que estava à procura de uma pessoa que a ajudasse a divulgar o Buzz. Eu ofereci-me e ela aceitou de imediato. E ainda bem”.

Um sem número de mudanças e pequenas melhorias foram suficientes para fazer ocupar as mesas a um qualquer dia da semana deste autocarro-restaurante ou restaurante-autocarro — a ordem é ditada por todos vós — e a esplanada que a ele se juntou, e é bom quando a sócia e amiga continua “a ser a maior fã e a apostar tudo” num espaço que dá as boas-vindas a quem procura alimentar os olhos, mas também o estômago.

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